üAumento do corrimento vaginal, sobretudo se for aquoso, com aspecto de muco ou com vestígios de sangue;
üSaída de líquido pela vagina/ruptura das membranas;
üHemorragia ou pequenas perdas de sangue vaginais;
üDores abdominais ou do tipo menstrual;
üContracções uterinas regulares ou frequentes, que podem não ser dolorosas;
üAumento da pressão na zona pélvica;
üFebre de 38 graus ou mais, com ou sem calafrios;
üDores no fundo das costas, sobretudo se até então nunca tiver sofrido de dores de costas.
Estes sintomas poderão ser difíceis de interpretar, pois alguns ocorrem durante uma gravidez normal. No entanto, em caso de dúvida, dever-se-á sempre contactar o médico.
O que fazer? Perante sinais de parto prematuro, dever-se-á contactar o médico ou ir directamente para o hospital. Aí a equipa médica irá monitorizar as contracções, observar o batimento cardíaco do bebé e determinar a sua posição. A grávida será então examinada para ver se terá ocorrido a ruptura das membranas e são feitas análises à urina para detectar possíveis infecções. É também provável que se faça uma cultura de células do colo do útero e da vagina.
Partos múltiplos
Na gravidez de gémeos há maior risco de complicações, pelo que o período pré-natal é mais vigiado e o parto encaminhado para um hospital com acesso permanente a ajuda de emergência. A principal preocupação num parto vaginal de gémeos é o nascimento do segundo gémeo. Mesmo que corra tudo bem com o primeiro, não há como saber como é que o segundo irá enfrentar a descida pelo canal de parto antes do primeiro bebé ter saído. Hoje em dia, é comum optar-se pela cesariana, quer como procedimento de emergência em caso de parto prematuro ou existência de complicações, quer como um procedimento electivo, ao considerar-se que um parto vaginal comporta riscos demasiado grandes. O número de partos múltiplos aumentou nos últimos 10 a 20 anos, sobretudo devido aos tratamentos de fertilidade assistida e ao facto de as mulheres engravidarem cada vez mais tarde. Partos Instrumentais
Por partos instrumentais entendem-se os partos que necessitam de auxílio de instrumentos, como os fórceps ou o aparelho vácuo-extractor (ventosa). Por muito que pareça assustador, é preciso perceber que o objectivo da utilização destes instrumentos não é puxar o bebé para fora, mas sim guiá-lo na saída pelo canal do parto, com a ajuda das contracções da grávida, que o empurram para baixo. Assim, o fórceps - instrumento cirúrgico semelhante a uma colher - é colocado nos lados da cabeça do bebé para ajudar o médico obstetra a retirá-lo e geralmente necessita de epsiotomia. O mesmo não acontece com a ventosa, que funciona como um aspirador em miniatura. Esta é colocada na cabeça do bebé e ele é sugado para fora a cada contracção. Os bebés que nascem com o auxílio de fórceps ou de ventosa, costumam ficar com marcas dos instrumentos após o nascimento, mas geralmente desaparecem em poucos dias.
Partos Pélvicos
O parto pélvico designa o parto em que o bebé não muda de posição e, no momento do nascimento, encontra-se em apresentação pélvica, isto é, com a cabeça para cima e os pés enrolados por baixo das nádegas. Isto pode acontecer por inúmeras razões: ou porque o bebé é grande demais ou porque existe pouco espaço entre as costelas e a pélvis e o bebé não tem espaço para dar a volta. Só em raras ocasiões acontece por anomalia. Existem dois tipos de apresentação pélvica:
üPélvica Completa, em que o bebé está sentado com as coxas flectidas sobre a pélvis e as pernas sobre as coxas;
üPélvica Incompleta, que pode ser na modalidade pés (em que as pernas se apresentam por baixo das nádegas do bebé); ou na modalidade nádegas (em que as nádegas do bebé estão junto ao colo do útero, as pernas estendidas ao longo do corpo e os pés junto à cabeça).
O parto pélvico é, em geral, tão seguro como o cefálico. No entanto, por ser mais complexo, muitos médicos obstetras procuram evitá-lo, quer fazendo a manipulação da posição do bebé antes do parto ou optando por uma cesariana.
Partos Prematuros
São chamados partos prematuros os que ocorrem após as 22 semanas e antes das 37 semanas de gestação, quando o bebé ainda não está perfeitamente apto a enfrentar a vida extra-uterina. No entanto, graças aos avanços no tratamento neonatal, a taxa de sobrevivência e de recuperação dos bebés é cada vez maior. Estes partos podem ser espontâneos ou podem ser induzidos por motivos de saúde, nomeadamente em casos de pré-eclampsia, de hipertensão, diabetes, hemorragia devido a uma placenta prévia, insuficiência placentária e descolamento da placenta ou paragem do crescimento do bebé.
Sinais do parto prematuro
Cesariana
O parto por cesariana corresponde à retirada cirúrgica do bebé e consiste em abrir, por via abdominal, o útero materno. A cesariana está indicada nos seguintes casos:
üQuando se verifica a eliminação de fezes pelo bebé, dentro da bolsa;
üSe há sofrimento fetal;
üQuando se registam alteração dos batimentos cardíacos do bebé;
üQuando existem problemas com o funcionamento ou posicionamento da placenta;
üQuando ocorre uma paragem de trabalho de parto;
üEm casos de hipertensão materna grave;
üQuando existem problemas renais graves da mãe;
üNo caso de uma infecção activa de herpes genital;
üQuando o bebé é muito grande em proporção à bacia materna;
üQuando se verifica o posicionamento incorrecto do bebé;
üEm casos de gestação múltipla.
Como em todos os procedimentos, existem aspectos negativos e positivos. A principal vantagem prende-se com a rapidez do parto. Por isso, sempre que o bebé estiver em sofrimento, esta poderá ser a opção possível, para que o bebé possa ser tratado no exterior
rapidamente.
A principal desvantagem é o facto de se tratar, efectivamente, de um procedimento cirúrgico e
apresentar todos os riscos inerentes a isso. Geralmente opta-se pela anestesia epidural, mas
em caso de emergência muitas vezes opta-se pela anestesia geral.
Recuperação: Depois do nascimento por cesariana, é normal amulher sentir-se exausta e dorida. Se a anestesiafoi epidural, o cateter pode permanecer maisuns dias, pois através dele poderão ser administradosmedicamentos que irão aliviar a dorda cirurgia. A mamã deverá, no entanto, ficaralgaliada. O mesmo não será preciso se a anestesiafor geral.
Geralmente, a parturiente deverá movimentar-se, pois os riscos de trombose são os mesmos que estão associados a qualquer outra cirurgia. Contudo, é preciso evitar movimentos bruscos e rápidos. Se a evolução pós-operatória for boa, o internamento não deve prolongar-se mais de três dias.
Indução do Parto
A indução consiste em provocar artificialmente o início do parto. São diversas as razões que podem levar um obstetra a tomar essa decisão. Poderá concluir que é essencial para a saúde da mãe que a gravidez termine ou que o bebé estará melhor no mundo exterior.
A grávida deverá contactar de imediato o médico se sentir algum dos seguintes sintomas antes das 37 semanas: