Exercício Físico na Gravidez: Os exercícios recomendados
Se o corpo está habituado a exercício físico, pode até ”queixar-se” da sua falta, pois priva a grávida de oxigenação, descontracção e bem-estar geral que essa prática lhe proporcionava. A principal recomendação, neste caso, é a moderação do ritmo.
Pelo contrário, se a grávida nunca fez ginástica, é uma boa altura para começar. Antes de iniciar, porém, deverá aconselhar-se junto do médico obstetra, a fim de se avaliar a condição física e também para colocar de lado a hipótese de tratar-se de uma gravidez de risco.
O ideal é a grávida exercitar-se moderadamente, pelo menos, três vezes por semana. Deverá
controlar os seus batimentos cardíacos em todas as sessões, não deixando ultrapassar os 140 por minuto. O mais indicado é procurar ter sempre a orientação de um profissional de educação física experiente no trabalho com gestantes.
Recomendações
Os conselhos que se seguem ajudarão a futura mamã a tirar o melhor proveito do exercício físico, que traz benefícios ao corpo e proporciona mais vitalidade e momentos de muita descontracção.
1. No 2º e 3º trimestre de gravidez deverão ser evitados os exercícios físicos em que a grávida esteja muito tempo em decúbito dorsal (posição de costas), porque o útero grávido faz compressão da aorta e da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, o débito cardíaco e a perfusão útero-placentária. Os exercícios que exijam longos períodos de pé, sem se movimentar, também devem ser eliminados a partir do 2º semestre.
2. Para a grávida que se exercita com frequência é imperativo uma alimentação equilibrada e fraccionada, bem como uma boa hidratação (sobretudo no 1.º trimestre).
3. Durante os exercícios é imperativo usar vestuário/ sutiã e calçado adequado, para evitar lesões, como as distensões. De salientar que as modificações do corpo próprias da grávida, que afectam basicamente o peso, o equilíbrio e a concentração mental, podem aumentar significativamente a possibilidade de entorses e distensões.
4. No caso da natação, é de excluir nadar a muita velocidade, de modo a evitar a ocorrência de hiperventilação. Deve-se também fugir a piscinas muito frias ou muito quentes, aos jacuzzi, saunas, banhos turcos, já que o aumento da temperatura corporal da grávida pode afectar o bebé.
5. Durante a gravidez é contra-indicado o mergulho (pelo menos em profundidades superiores a 15 pés), devido às alterações da pressão atmosférica e nas pressões parciais de oxigénio e azoto sob a água, o que pode estar associado a um aumento de incidência de malformações,
abortos e parto pré termo.
6. É preciso evitar exercícios em regiões de elevada altitude, pois está associado a um aumento de complicações na gravidez e recém-nascido com baixo peso.
7. É preciso respeitar os limites próprios, evitando a exaustão. É imperativo terminar de imediato o exercício físico se surgirem sintomas invulgares, tais como hemorragia, dores ou tensão baixa.